Milei sobe à tribuna da ONU e dispara contra a Agenda 2030 e a governança global

Javier Milei confronta a ONU, critica a Agenda 2030 e questiona o modelo de governança global durante seu discurso na Assembleia Geral.

9/23/20261 min read

Em seu terceiro discurso perante a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), o presidente argentino Javier Milei proferiu duras críticas à organização, classificando-a como inútil e acusando-a de abrigar uma casta de "parasitas fatalmente arrogantes".

O pronunciamento, realizado em Nova York, foi marcado por ataques diretos às políticas globais promovidas pela ONU, com Milei argumentando que o pacto original da instituição foi rompido. O presidente argentino destacou as medidas adotadas durante a pandemia de Covid-19 como exemplo, afirmando que a organização priorizou ações de controle em detrimento da evidência científica, resultando, segundo ele, em políticas de confinamento forçado. Milei chegou a utilizar o termo "genocídio" para descrever as consequências de tais ações, alegando que impediram o direito ao trabalho, à educação e ao luto adequado.

Além das críticas à gestão da pandemia, Milei abordou a questão da soberania das Ilhas Malvinas, descrevendo-a como uma "causa nacional" e uma prova da ineficácia das resoluções da ONU. Ele cobrou consequências para o que considera ser a inação do Reino Unido em relação às resoluções que determinam a retomada das negociações sobre o território.

O presidente argentino também direcionou seus ataques à "Agenda 2030" da ONU, criticando as diretrizes relacionadas a regulações econômicas, questões de gênero, ambientalismo e políticas migratórias. Para Milei, a organização criou um "leviatã burocrático" que impõe regras a democracias liberais, mas se mostra impotente diante de regimes ditatoriais e organizações terroristas.

O discurso reiterou o alinhamento de Milei com posições conservadoras no cenário internacional e sua aversão a modelos de governança global intervencionistas.